O Batismo de Jesus

Pe. Leandro de Moraes Diniz

Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. E ouviu-se dos céus uma voz: "Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição" (Mc 1,9-11). O Evangelho segundo Marcos, como os outros sinóticos, narra o Batismo de Jesus no Jordão. A liturgia da Epifania recorda este acontecimento, apresentando-o num tríptico que engloba a adoração dos magos do Oriente e as Bodas de Caná. Cada um destes três momentos da vida de Jesus de Nazaré constitui uma particular revelação da sua filiação divina. As Igrejas Orientais ressaltam, sobretudo a circunstância hodierna, denominada, em síntese, “Jordão”. Consideram-na como um momento da “manifestação” de Cristo, intimamente relacionado com o Natal. Com efeito, o Batismo de Jesus foi uma etapa decisiva na manifestação de Jesus Cristo ao mundo como Deus: uma espécie de segunda Epifania. Os acontecimentos do nascimento estavam longe, velados no coração dos poucos protagonistas daqueles dias em Belém. Trinta anos de silêncio e de vida oculta transformaram Jesus em um homem entre outros homens.

O Batismo conclui esta etapa de vida de Jesus, seu tornar-se semelhante ao homem, sua imitação do homem. Ele vem, confundido na multidão, para se submeter ao rito que o coloca entre a fila dos pecadores, daqueles que tem a necessidade de se purificar. Pois, o que João Batista conferia nas margens do rio Jordão era um batismo de pentência, referente à conversão e ao perdão dos pecados. Mas ele anunciava: “Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu. Eu vos batizarei em água, mas Ele batizar-vos-à no Espirito Santo”. Anunciava isto a uma multidão de penitentes, que ia ter com Ele para lhe confessar os seus pecados, arrependendo-se e dispondo-se a corrigir a própria vida. É de outra natureza o batismo conferido por Jesus e que a Igreja, fiel ao seu mandamento, não cessa de administrar. Esse Batismo liberta o homem do pecado original e perdoa os pecados, resgata-o da escravidão do mal e assinala o seu renascimento no Espirito Santo; comunica-lhe uma vida nova, que é participação na vida de Deus Pai, que nos foi doada pelo seu Filho Unigênito, o qual se fez Homem, morreu e ressuscitou. Nos Atos dos Apostolos lemos acerca do Batismo administrado pelo Apostolo Pedro ao Centurião Cornélio e aos seus familiares. Deste modo, Pedro põe em prática as recomendações que Cristo ressuscitado faz aos seus Discipulos: “ Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”(Mt28,19).

A Festa da Apresentação de Jesus no Templo

Angela Vitarelli

Na Igreja Católica, com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festa tem sido referida como a “Festa da Apresentação do Senhor", celebrada no dia 02 de fevereiro. O evento celebrado quarenta dias depois do Nascimento de Jesus, mostra-nos Maria e José, em obediência à Lei mosaica, indo ao templo de Jerusalém para oferecer o menino, enquanto primogênito, ao Senhor e para o resgatar mediante um sacrifício (cf. Lc 2, 22-24).

A Festa é uma catequese amadurecida e  refletida, que procura nos mostrar quem é Jesus e qual a sua missão no mundo. Em primeiro lugar nos mostra a fidelidade aos mandamentos e aos projetos do Pai. Desde o início da sua existência terrena, Jesus é um cumpridor rigoroso da vontade de seu Pai.  Ao ser “consagrado” ao Pai, manifesta sua total disponibilidade ao plano salvador do Pai, até às ultimas consequências – à doação total da própria vida em favor dos homens. Em segundo lugar precisamos refletir sobre as duas personagens que O acolhem: Simeão e Ana. Eles representam o Israel fiel que espera ansiosamente a sua libertação e a restauração do reinado de Deus. De Simeão diz-se que era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação da vinda do Senhor. De Ana, diz-se que era uma mulher representante dos pobres de Israel (era viúva, não se casou mais e, deixando sua família, dedicava-se aos trabalhos no templo, em horário integral). 
Para Bento XVI, este gesto ritual dos pais de Jesus  “encontra um acolhimento singular da parte do ancião Simeão e da profetisa Ana. Por inspiração divina, eles reconhecem naquele menino o Messias anunciado pelos profetas. No encontro entre o ancião Simeão e Maria, jovem mãe, Antigo e Novo Testamento unem-se de maneira admirável em ação de graças pelo dom da Luz, que resplandeceu nas trevas, impedindo-as de prevalecer: Cristo Senhor, Luz para iluminar os povos e glória do seu povo Israel” (cf. Lc 2, 32).

No dia em que a Igreja faz memória da Apresentação, também se comemora o Dia da Vida Consagrada. Assim como Jesus, nossos irmãos de vida consagrada se dispõem a viver casta, pobre e obedientemente, por amor do Reino de Deus. O Beato João Paulo II, em 1997, celebrou pela primeira vez o Dia da Vida Consagrada, unindo-a à Festa da Apresentação. Com este gesto, a Igreja quer louvar e dar graças a Deus Pai pelo dom deste modo peculiar de condição de vida. Neste dia, a oração de toda a Comunidade Católica dirige-se em favor desta vocação, valorizando o testemunho  daqueles que escolheram seguir a Cristo mediante a prática dos conselhos evangélicos e do trabalho em prol dos irmãos, pelos caminhos do mundo.

Todos nós, através dos nossos compromissos batismais, também somos chamados a apresentar Jesus ao mundo como uma proposta libertadora, iluminadora e salvadora. Este anúncio é feito com palavras, gestos, atitudes, fidelidade. O engajamento na vida paroquial pode nos tornar velas acesas que podem arder como o próprio amor de Cristo, iluminando as sombras do mundo e anunciando uma nova realidade.

Fontes: www.vatican.va/vitaconsagrata

                www.catequisar.com

               www.paulinas.com.br

Estamos em Pleno Verão: Proteja sua Pele dos Raios Solares

Dra. Ane Esposti

O sol é necessário para ativar a vitamina D no nosso organismo e evitar o raquitismo. Apenas 10 minutosdiários de sol são suficientes para prover todas as nossas necessidades. Para o bronzeamento é necessário um tempo muito maior de exposição ao sol, e, embora a pele bronzeada seja muito “cultuada” em nosso meio, a verdade é que este costume pode causar sérios danos à pele devido ao efeito cumulativo da radiação solar.

1-Por que é tão importante se proteger do sol? Além do câncer de pele, o sol está diretamente relacionado ao envelhecimento precoce da pele, além das queimaduras, desidratação e da insolação. Por isso, a prevenção do câncer e muitas outras doenças de pele devidas ao sol, são extremamente importantes.  Os cuidados iniciam-se na infância, devendo manter-se por toda a vida.

2-Como se proteger? Há vários modos de se proteger do sol. Beba muito líquido para evitar a desidratação e procure proteção solar.  O mais importante, simples e barato é nunca se expor ou evitar sair de casa nos horários em que ele é mais forte- mas cá entre nós, o sol aqui no Brasil é bem “forte”, principalmente entre 10 e 16 horas da tarde. Como nem sempre isso é possível, faz-se necessário o uso de “sombrinhas”, chapéus, roupas que cubram do decoteaté os punhos e tornozelos... Mas dificilmente alguém sai desse jeito nas ruas... Então, como fazer? Daí a necessidade do uso de fotoprotetores!

3-O que são FOTOPROTETORES? São loções capazes de nos proteger por algum tempo dos efeitos nocivos do sol. (Hoje em dia podem ser encontrados em creme, gel, spray...).  Eles contêm os chamados “filtros solares”, que são substâncias que filtram a luz, deixando passar apenas os raios menos nocivos à nossa pele.

4- O que é FPS? Significa fator de proteção solar e é indicativo do tempo que a pessoa pode permanecer ao sol de modo mais seguro. Por exemplo: se uma pessoa sem proteção manifesta uma leve vermelhidão (que é o inicio da queimadura solar) após 10 minutos de exposição ao sol, ao utilizar o FPS 15, poderá permanecer um tempo 15 vezes maior (ou seja 150 minutos, ou 2 horas e meia) até que se inicie a tal vermelhidão. Assim, o FPS 15 não significa que a pessoa pode permanecer ao sol por 15 horas direto e nem até 15 horas da tarde... e sim, que essa pessoa devera usar esse produto pelo menos a cada 2 horas e meia. Lembremos que esse tempo varia de pessoa para pessoa, pois cada pele é diferente, e se queima em tempos diferentes.

DICAS PARA USO DE FOTOPROTEÇÃO:

A - Escolha sempre FPS 30 prefira também os que protejam contra os raios UVA, UVB (ultravioleta A e B); já existem os que protegem contra a radiação infravermelha (verificar embalagem).

B - Se sua pele for seca prefira cremes ou loções;

C - Se sua pele for oleosa prefira os geis ou loções mais suaves;

D- Aplique: 20 minutos antes de se expor ao sol, em todo o rosto e corpo (equivalente a cerca de 4 a 7 colheres do produto), espalhando-o de modo bem homogêneo;

E) Reaplique: aconselhável a reaplicação pelo menos a cada 2 horas (se estiver no litoral ou clube) ou após cada mergulho (mesmo os que são à prova d’agua acabam saindo em maior ou menor grau). Na cidade, aplique a cada 3 ou 4 horas em toda área que estiver exposta á luz. Se transpirar demais, também é aconselhável reaplicar mais vezes.

F -  Não se esqueça das orelhas, nuca, dorso dos pés;

G - Caso não haja restrições, use também os fotoprotetores labiais.

H - Mesmo usando protetor, não fique ao sol entre 10 e 16 horas. Se tiver de se expor, permaneça na sombra usando também camiseta, boné e óculos de sol; estar na sombra não significa estar completamente protegido, pois a luz se reflete na areia, água, mar, neve, cimento, atingindo a pele;

I - O uso dos fotoprotetores não deve limitar-se ao verão, mas ao ano todo, mesmo nos dias mais nublados.

J - Contato com frutas (figo, além das cítricas), maquiagem, perfumes, medicamentos e cosméticos podem levar a reação da pele especialmente quando exposta ao sol, surgindo manchas ou até bolhas e queimaduras;

- Hidratantes: use-os após cada período de exposição ao sol e após os banhos;

L – Cuidado com os bebês: a partir dos seis meses de idade deve ser iniciado o uso de um protetor solar apropriado para bebês. Antes disso, eles devem sempre permanecer á sombra e protegidos com chapeuzinhos (nunca exposto diretamente à radiação solar).

M - Crianças maiores costumam permanecer ao sol muito mais que os adultos, recebendo doses muito altas de radiação. É fundamental a fotoproteção na infância devido aos perigos que a não proteção implica para o futuro adulto. Cuidemos de nossas crianças, incutindo neles o hábito do uso dos fotoprotetores. Todo cuidado é pouco! As crianças devem evitar a exposição entre 10 e 16 horas.

 

ATENÇÃO: O SOL É CAUSADOR DE ENVELHICIMENTO PRECOCE

São Tomás de Aquino

No dia 28 de janeiro lembramos um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica; a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã e grande santo: Santo Tomás de Aquino.

Um menino que buscava o Absoluto

Mas, afinal, o que é a verdade? Quem é Deus? Conta-se que, quando criança, estas foram umas das perguntas que o pequeno Tomás fez em seus tenros cinco anos de idade ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração.Nascido por volta de 1225 era o filho caçula dos condes de Aquino - Landolfo e Teodora - nobre família a qual lhe proporcionou ótima formação. Segundo um costume da época, sua educação foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino.

A vocação posta à prova

Muito jovem ainda, São Tomás partiu para Nápoles a fim de estudar gramática, dialética, retórica e filosofia. Entretanto, nesse período de sua vida não avançou menos em santidade do que em ciência. Seu entretenimento era rezar nas diversas igrejas e fazer o bem aos pobres.

Ainda em Nápoles, Deus lhe manifestou sua vocação. Seus pais desejavam vê-lo beneditino, abade em Monte Cassino ou Arcebispo de Nápoles. Entretanto, o Senhor lhe traçara um caminho bem diverso. Era na Ordem dos Pregadores, recém-fundada por São Domingos, que a graça haveria de tocar-lhe a alma. São Tomás descobriu nos dominicanos o carisma com o qual se identificou por completo. Após longas conversas com Frei João de São Julião, não duvidou em aderir à Ordem e fez-se dominicano aos catorze anos de idade.

Quando sua mãe soube de seu ingresso nos dominicanos, tomou-se de fúria e quis tirá-lo à força. Fugindo para Paris, com o objetivo de escapar da tirania materna, o santo doutor foi dominado por seus irmãos que o buscavam com todo empenho. Após terem-no espancado brutalmente, procuraram despojá-lo de seu hábito religioso. Assim capturado, levaram-no à mãe, a qual tentou fazê-lo abandonar seu propósito. Na incapacidade de convencê-lo, encarregou suas duas filhas de dissuadir a qualquer preço o irmão "rebelde". Com palavras sedutoras, elas lhe mostraram as mil vantagens que o mundo lhe oferecia, até mesmo a de uma promissora carreira eclesiástica, desde que renunciasse à Ordem Dominicana. O resultado desta entrevista é assombroso: uma delas decidiu fazer-se religiosa e partiu para o convento de Santa Maria de Cápua, onde viveu santamente e foi abadessa. Eis a força da convicção e o poder de persuasão deste homem de Deus!

Confronto decisivo

Farta de vãos esforços, a família tomou uma medida drástica: prendeu - o na torre do castelo de Roccasecca, com o intuito de mantê-lo encarcerado enquanto não desistisse de sua vocação, mas nada adiantou. Em completa solidão, o santo passou ali quase dois anos, os quais foram aproveitados para um aprofundamento nas vias da contemplação e de estudo.

Agora livre e obediente à voz do Senhor, com o assentimento dos seus, São Tomás partiu para consolidar sua formação intelectual em Paris e Colônia, sendo discípulo do mestre Alberto Magno, o mais conceituado mestre da Ordem dos Pregadores. Daí em diante a vida do Doutor Angélico foi uma sequência de sublimes serviços prestados à sagrada teologia e à filosofia. Aos 22 anos de idade interpretou com genialidade a obra de Aristóteles; aos 25, juntamente com São Boaventura, obteve o doutorado na Universidade de Paris.

Sua prodigiosa faculdade de memória lhe permitia reter todas as leituras que fizera, entre elas a Bíblia, as obras dos filósofos antigos e dos Padres da Igreja. Todas as oitenta mil citações contidas em seus escritos brotaram espontaneamente de sua capacidade retentora. Nunca precisou ler duas vezes o mesmo trecho. Ao lhe ser perguntado qual era o maior favor sobrenatural que recebera, depois da graça santificante, respondeu: "Creio que o de ter entendido tudo quanto li".

Em suas obras vemos uma incrível acuidade de espírito, um raro dom de formulação e uma superior capacidade de expressão.

Sabedoria e oração

Falar das qualidades naturais do Doutor Angélico sem considerar a supremacia da graça que resplandecia em sua alma seria uma deturpação. A fim de obter luzes para solucionar intrincados problemas, o santo doutor fazia frequentes jejuns e penitências, e não raras vezes o Senhor o atendeu com revelações celestiais. Recorria também a Jesus Sacramentado. Às vezes colocava a cabeça no sacrário e rezava longamente. Assegurou depois ter aprendido mais desta forma do que em todos os estudos que fizera. Por seu entranhado amor à Eucaristia, compôs o Pange Lingua e o Lauda Sion para a festa de Corpus Christi: obras-primas jamais superadas.

A recompensa demasiadamente grande

Em 1274 São Tomás partiu para Lion a fim de participar do Concílio Ecumênico convocado pelo Papa Gregório X, mas no caminho adoeceu gravemente. Como não havia nenhuma casa dominicana próxima, foi levado para a abadia cisterciense de Fossanova, onde faleceu a 7 de março, antes de completar cinquenta anos de idade. Suas relíquias foram transportadas para Toulouse em 28 de janeiro de 1369, data em que a Igreja Universal celebra sua memória.

Assim, a vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus. A Igreja não tardou em glorificá-lo, elevando-o à honra dos altares em 1323. Na cerimônia de canonização, o Papa João XXII afirmou: "Tomás sozinho iluminou a Igreja mais do que todos os outros doutores. Tantos são os milagres que fez,  quantas as questões que resolveu". 

 Fonte:

(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2008, n. 73, p. 32 à 35) http://www.arautos.org/especial/22984/Sao-Tomas-de-Aquino.html

Nossa Senhora e suas muitas denominações

Por estes nomes os povos devotam sua devoção à Mãe de Deus. Estas invocações, conforme sua origem, podem ser de trêsnaturezas:

Litúrgica: compreende as invocações criadas pela Igreja e estão relacionadas às comemorações litúrgicas.

Histórica: compreende,  de modo abrangente, as invocações surgidas ao longo da história do cristianismo, referindo-se, geralmente, aos lugares onde determinado culto da Virgem Maria foi iniciado.
Popular: compreende as invocações surgidas da devoção popular, conforme as necessidades.

Diz a tradição que as primeiras imagens da Virgem Maria, sejam as pinturas das catacumbas, sejam os ícones e mosaicos bizantinos, foram baseados no “retrato da Virgem”, pintado por São Lucas.
Quanto à representação iconográfica, ela se baseia nas fases da vida de Maria:
- Infância
- Imaculada Conceição
- Encarnação do Verbo de Deus
- Maternidade
- Paixão de seu Filho
- Glorificação
- Veneração a Maria

Na Igreja há dois tipos de culto o de latria e o de dulia. O culto de latria é o culto de adoração, prestado somente a Deus, como supremo Senhor de toda vida e de todo o universo, confessando que absolutamente tudo depende dele.

O culto de dulia é o culto de veneração, prestado aos santos e, estando a Virgem Maria acima de todos na corte celeste, é-lhe prestado um culto especial de veneração, chamado hiperdulia.

A Mariologia,  instituída como uma das bases da fé Católica Romana, fez surgir ao longo dos tempos, diversas formas de devoção àquela que chamam de Nossa Senhora, com diversas denominações.

Invocada por suas denominações, a veneração à Maria é responsável pela multiplicidade de nuances em seu caráter, que é admirado em aspectos parciais e cujos nomes e títulos são inúmeros.

http://www.amormariano.com.br/artigos/os-nomes-titulos-dados-a-nossa-senhora/

Quem foi São José?

Pe. Leandro de Moraes Diniz

Era, antes de mais nada um homem autêntico, que soube viver com inteligência, fé e total dedicação, as circunstâncias nas quais Deus o tinha colocado, reconhecendo nelas a presença do mesmo mistério. Era um judeu observante, portanto, com profunda espera do cumprimento das promessas de Deus para o Seu povo. Nos falam dele, sobretudo, os santos Evangelistas Lucas e Mateus, quando nos contam o início da nossa Salvação, do Anúncio do anjo à Maria de Nazaré, “uma virgem prometida em casamento a um homem da casa de Davi, chamado José”, que se teria tornado Mãe do Altíssimo. A casa de Davi (cf. Lc 1,27) era a descendência genealógica, a partir da qual, segundo as profecias do Antigo Testamento, Deus teria suscitado o Rei, que teria libertado o povo de Israel. A história de São José, a sua santidade, a atualidade da sua intercessão e do seu modelo para nós hoje, e do seu patrocínio com relação à Igreja universal iniciam, por providencial Vontade divina, desde a ligação “esponsal” com Maria. Acolhendo a Maria, o Desenho de Deus sobre Ela atraía e envolvia também toda a sua vida. Na verdade, ele foi ainda convidado a "cooperar", num modo único e extraordinário, na mesma Obra da Salvação, tomando consigo Maria como sua esposa e se tornando, portanto, o pai "legal" de Jesus. De fato, no início da manifestação pública do Senhor Jesus, a primeira reação de cética maravilha dos habitantes de Nazaré foi a de perguntar: "Não é ele o filho do carpinteiro?" (cf. Mt 13,55). O entender, por revelação divina, que esta aceitação coincidiria com a adesão à vontade de Deus para ele: acolher aquela jovem israelita, que Ele amava profundamente, com a sua Criança, significava, para José, acolher a entrada de Deus na história e na sua mesma vida. Havia começado, com a concepção de Jesus no seio imaculado da Virgem e com a especial Vocação de José, o novo “método” de Deus: o Altíssimo, Criador do universo e Senhor de Israel, Aquele do qual não se podia pronunciar o Nome, nem fazer imagem, o absolutamente Outro, se revelava, numa hora por meio de um ponto preciso, um rosto, aquele da Criança que Maria tinha concebido, aquele da Criança que tinha os mesmos traços de Maria. Tudo o que tinha a ver com essa mulher e com o seu filho, teria a ver com o próprio Deus. São José o tinha entendido: depois da inicial dificuldade de tomar posição diante daquele acontecimento – dificuldade na qual ele mostrou toda a própria “justiça” (cf. Mt 1,19), tomando a decisão de não repudiar Maria, mas somente de deixá-la no segredo, para não expô-la ao apedrejamento previsto nas leis judaicas – ele recebeu o anúncio do anjo que o chamava a assumir para si a sua esposa e a tornar-se pai Daquele que tinha sido gerado por obra do Espírito Santo. Daquele momento, ele se dedicou sem reserva alguma ao serviço humilde, silencioso e cheio de amor, da sua nova família, a Família de Deus.  O relacionamento pessoal entre Cristo e São José, tal como se desenvolveu diariamente e especialmente nos anos da "vida oculta" do Senhor em Nazaré, é para nós um mistério muito delicado e extraordinário. Sabemos, como a mesma Igreja que nos transmite nas Escrituras, que "Aquele de quem toma o nome toda paternidade no céu e na terra" (Ef 3.15) chamou José para se tornar, na Terra, o pai de Jesus, o Filho eterno feito homem . Sabemos que ele aceitou, sem reservas e em obediência total, esta missão sublime, que, nas palavras do Papa Pio XI, foi colocada "recolhida, silenciosa, despercebida e desconhecida [...] na humildade e no serviço" entre as duas missões de João Batista e de São Pedro (cf. Pio XI, Homilia na Solenidade de São José, 19 de março de 1928). Conhecemos, depois, os acontecimentos que se sucederam até o retorno a Nazaré do Egito, onde tinha levado a Sagrada Família para escapar da ira assassina do rei Herodes, até o reencontro de Jesus adolescente entre os doutores do Templo. Sobre a paternidade de São José e a filiação de Jesus, no entanto, existe como um mistério - o mistério da íntima relação entre Cristo e José -, do qual podemos ter um vislumbre de algo, por ocasião do encontro de Jesus no Templo. São Lucas escreve que, tendo-o encontrado, a Mãe disse-lhe: "Filho, por que você fez isso conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos "(Lc 2,48). As palavras de Maria revelam a "angústia" de São José, o amor profundo que ele tinha por Jesus e também como se ele não estava sozinho para cumprir a missão recebida, mas a compartilhava - poderíamos dizer - cada “detalhe", com a mesma Beata Virgem Maria, tendo diante de seus olhos o constante e feliz "sim" dela à Vontade de Deus, aprendendo dela a reconhecer no filho, com profunda admiração, o Mistério Presente. Na mesma passagem do Evangelho se diz que Jesus "desceu com eles a Nazaré e foi obediente " (Lc 2,51). O Filho de Deus, nascido da Virgem, tinha-se despojado da glória divina para assumir a nossa condição humana, para abaixar-se até "mendigar" o nosso amor e a nossa acolhida, que eram o amor e acolhida de Maria e José de Nazaré. O mesmo  Amor mendigava o ser amado e se confiava totalmente aos cuidados de São José, de tal forma que acreditamos que tenha sido, ainda na consciência orante da própria responsabilidade, extraordinariamente agradável poder tomar conta do Deus menino, tanto que na tradicional oração a São José recitamos: “O felicem virum, beatum Ioseph – oh, homem feliz, beato José, ao qual foi concedido não somente de ver Aquele que muitos reis desejaram ver e não viram, ouvir e não ouviram, mas também de abraçá-lo, beijá-lo, vestí-lo e cuidá-lo!”

Quaresma, tempo de conversão

Angela Vitarelli

A quaresma é o tempo litúrgico de preparação e conversão, que na Igreja antecede a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e vai até o Tríduo Pascal que é a comemoração da morte e da ressurreição de Cristo - a Cabeça, e dos cristãos - os seus membros. 

No Cristo morto e ressuscitado a Igreja celebra o novo nascimento. A Aliança batismal de todos os batizados se renova na Festa da Páscoa. Se há um novo nascimento, temos que transformar o homem velho em homem novo e a Igreja se dispõe pela penitência: a primeira conversão é o Batismo, a segunda conversão se dá na penitência renovadora dos que desejam aprofundar sua vida e renascer com Cristo.

A Quaresma tem sua própria liturgia, sua própria pregação, seus exercícios de conversão e seus ritos.

Os fiéis são convidados a acompanhar Cristo em sua vida pública, subir à Jerusalém e com Ele morrer e ressuscitar. O Primeiro domingo da Quaresma, sempre apresenta o Evangelho das tentações de Jesus durante o seu retiro de quarenta dias de jejum e oração no deserto. O Segundo domingo da Quaresma nos traz o Evangelho da Transfiguração. Os demais domingos mudam conforme o Ano A, B ou C. O Ano A apresenta o tema do Batismo e suas exigências. Os Anos B e C aprofundam o tema da Penitência. Também as Leituras são centradas, sobretudo, na conversão e na penitência (orações, prefácios, preces  e cânticos da Santa Missa devem ser organizados para ajudar neste clima) . Nas duas últimas semanas os temas centram mais atenção na cruz e na morte do Senhor e culminam com a Ressurreição de Cristo.

A cor litúrgica é o roxo, que significa luto e penitência. O presbitério e a Capela do Santíssimo se apresentam sem flores, não se canta o Glória durante a Santa Missa e a música instrumental deve limitar-se ao acompanhamento dos cânticos. Com isto a Igreja quer apresentar a seus fiéis um ambiente de recolhimento e reflexão capaz de colaborar para o discernimento da própria vida e conversão. Neste mesmo sentido, alicerçada no Evangelho de Mt 6,1-8.16-18, a Igreja nos convida a um programa de exercícios quaresmais de conversão: oração, jejum, esmola.

O exercício quaresmal da oração – durante nossa vida toda a oração deveria ser uma constante, já que a mesma é nosso canal de comunicação com o divino. Porém, na quaresma a oração deve ser intensificada. Evocamos Cristo em oração no deserto e nas montanhas,  diante do Pai – Cristo orante entre os homens. Se na quaresma o fiel conseguir viver a autêntica comunhão com Deus através da oração e da devoção, certamente transformará as outras dimensões de sua vida, fortalecerá sua disposição e condição de seguir a Cristo. É tempo de aprofundarmo-nos nas Escrituras, principalmente nos temas escolhidos para este período e também buscar o Sacramento da Reconciliação. Uma confissão refletida e preparada é um grande auxílio em nossa vida orante. É um exercício de conversão no relacionamento com Deus.

Exercício quaresmal do jejum – o rito do jejum é um convite ao fiel para que exerça a liberdade em relação aos bens criados, pois é no ato de beber e comer que o homem mais se apropria das coisas, e às vezes até se escraviza. Jejuar é abster-se de um pouco de comida e de bebida – é estabelecer um correto relacionamento com a natureza criada. A atitude de privar-se diante do alimento, “se torna  símbolo de respeito para com tudo quanto o envolve e pode escravizar: bens materiais, opiniões, ideias, apegos” ( Celebrar a Vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser). Podemos dizer que o jejum é um exercício de conversão em relação à natureza. Alguns, por motivo de saúde e idade, não podem cumprir o rito de jejum. Podem, entretanto, abster-se de alguma coisa que gostam muito. Por exemplo, não comer doces durante o período. Há também o jejum da fala, experiência de passar um dia abstendo-se de conversar assuntos irrelevantes.

Exercício quaresmal da esmola – celebra o relacionamento com o nosso próximo – virtude da caridade. Dar esmola significa dar de graça sem intuito de receber alguma coisa, dar sem egoísmo, com generosidade, em atitude de compaixão. Ao descobrirmos a capacidade de dar de graça, celebramos o exemplo de Deus e daquele que exerceu a esmola durante todo seu tempo na terra – Jesus Cristo. Não apenas doar bens materiais. Mas doar seu tempo, suas qualidades e dons, acolhimento, aceitação, serviço. Os fieis devem saber que sua esmola não vai resolver os problemas sociais, mas vai realizar a promoção dos que se encontram na linha de necessidades, quer materiais, física, emocionais e espirituais. Descobrimos, com isso, que o ato de dar esmola, representa uma conversão em relação ao nosso próximo.

Em sua mensagem de Quaresma, o Papa Francisco nos diz “À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para aliviá-las. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual...”. E nos propõe anunciar o Evangelho com alegria a todos os irmãos: “O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.”

 

Fontes: Frei Alberto Beckhauser – Celebrar a Vida Cristã ( formação litúrgica), Ed.Vozes, 2007

            www.vatican.va

             www.acidigital.com.br

O Uso de fotoprotetores na prevenção do envelhecimento cutâneo

Dra. Ane Esposti

A pele tem como principal função o revestimento corpóreo, além de nos proteger contra lesões, formar barreira químico-bioquímica e regular a temperatura corpórea, possui receptores de sensações do ambiente e absorve radiação ultravioleta para a síntese de vitamina D3, onde são necessários apenas 15 minutos de exposição solar para produção semanal da mesma. Existem dois fatores que condicionam o envelhecimento no organismo, o intrínseco e o extrínseco, causado por fatores externos. A exposição solar é a principal causa do envelhecimento extrínseco, responsável por cerca de 80% a 90% total do envelhecimento observado. 

É importante ressaltar, no entanto, que a radiação UV tem contribuições a dar à nossa saúde.

É bem sabido  o efeito positivo que a exposição à luz solar traz à maioria das pessoas; ele pode ser descrito desde uma sensação de bem-estar, passando pelo alívio em sintomas de depressão, na manutenção correta do ciclo circadiano, e também na liberação de alguns hormônios como o cortisol.  A fotoproteção trabalha de forma a atenuar ou impedir a penetração da radiação ultravioleta na pele, reduzindo os efeitos deletérios do fotoenvelhecimento. Ela é amplamente recomendada por Dermatologista como uma ferramenta na prevenção do câncer cutâneo (pele) e do envelhecimento. Existem diversas condutas e terapias capazes de neutralizar e até reduzir parcialmente o envelhecimento cutâneo. Entre eles podemos citar a mudança de hábitos alimentares, os tratamentos tópicos contendo uma diversidade de ativos terapêuticos , peeling, laser, eletroterapia, entre outros.     Apesar de todo aparato tecnológico que ampara o arsenal anti-aging, a fotoproteção constituiu a principal forma de retardar o fotoenvelhecimento cutâneo. No Brasil a definição de protetores solares é qualquer preparação cosmética designada ao uso tópico na pele humana com finalidade principal ou exclusiva de proteger contra a radiação UVB e UVA, refletindo, dispersando ou absorvendo a radiação.O fotoenvelhecimento se dá em função da radiação ultravioleta, o dano solar causado na pele é acumulativo. A incidência de radiação solar sobre a pele causa efeitos negativos e o envelhecimento  prematuro, contudo o uso de fotoprotetores é primordial para a manutenção e prevenção do fotoenvelhecimento.

Dicas importantes: Para sua proteção e de sua família, observe as dicas publicadas no Voz do Padroeiro anterior e resguarde-se de muito “modismo”. Por exemplo, cuidado com o Bronzeamento artificial,  procedimento contra-indicado pois causa os mesmos efeitos maléficos do sol. Além disso, nem sempre as câmaras bronzeadoras são confiáveis ou providas de filtro adequado.

Campanha da Fraternidade

Josilton Tostes dos Santos
A Campanha da Fraternidade de 2014 traz a Carta aos Gálatas 5,1: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. Seu Tema é: Fraternidade e Tráfico Humano, e o Lema: Para liberdade que Cristo nos libertou. Uma palavra atual, fazendo refletir sobre a liberdade. Necessária para o amadurecimento humano, onde Deus a dispõe como ato livre da humanidade para fazer suas próprias escolhas e, naturalmente experimentar suas consequências positivas ou negativas. Aliás, é exclusivamente para a liberdade que Cristo assumiu a condição humana. Neste contexto, a Campanha da Fraternidade nos leva a refletir, identificar, atuar com dinamismo para proporcionar essa liberdade ao homem e à mulher. O tráfico humano é uma realidade presente em nossos dias, bem mais do que possamos imaginar! Ele é uma violação da dignidade, sendo necessário denunciar tais estruturas causadoras, papel de toda a sociedade. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” e reivindicar junto aos Poderes Públicos é um modo de inibir os elementos responsáveis, além, é claro, da reinserção das pessoas atingidas por essas ações. O cristão não deverá ficar apático diante desta realidade, ações de prevenção, conscientização e medidas de solidariedade são essenciais. A palavra de Deus é luz para o caminho da Jerusalém celeste. Estar em Cristo é buscar a conversão, é celebrar o mistério da sua morte e ressurreição, é tornar-se sensível a essa realidade do tráfico humano, que interrompe o processo natural da vida humana. É uma situação alarmante no país e no mundo, levando homens, mulheres, jovens e crianças a trabalhos forçados, à marginalidade, ficando expostos a vulnerabilidade, inclusive toda espécie de opressão. Segundo a ONU, o tráfico de pessoas movimenta em torno de 32 bilhões de dólares, desse valor, 85% provém da exploração no campo da sexualidade. Daí a importância de identificar as causas do tráfico de pessoas, apontar suas ações, reivindicar medidas dos governos, empenhar-se em mudanças de pensamento, buscar mudanças nas legislações para coagir este tráfico humano. Neste ano da Copa do Mundo, que o grito de gol não seja ensurdecedor desta realidade do tráfico humano, mas que se comemore também ações inibidoras desta triste realidade inescrupulosa. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Fontes: Site da CNBB, Editora Melhoramentos e Bíblia de Estudos da Ave Maria.

Relatório 2013

Caríssimos Irmãos em Cristo, ao iniciarmos mais um ano de serviço à Igreja, viemos agradecer a Deus que nos possibilitou a realização no ano de 2013 de muitos projetos sonhados pela comunidade. Agradecemos a você paroquiano pela fraterna partilha de seus bens, através da sua participação como dizimista ou através das ofertas, que proporcionaram a possibilidade destas realizações.

Obras realizadas no período de Janeiro de 2013 a Janeiro de 2014:

CENTRO DE FORMAÇÃO

Término do refeitório e aquisição de mobiliário (40 mesas e 120 cadeiras)

Forno industrial  (cozinha)

Construção de um banheiro  feminino.

Colocação de película protetora no auditório e refeitório

Construção e acabamento do anexo esquerdo (430m² de obra) com duas salas de palestras (80 lugares cada)

Um bebedouro inox de 100 litros.

Colocação de granito no palco principal

Revisão e troca de 60% da fiação elétrica

Construção de 01 sala com armários que servirão para guardar objetos e documentos das pastorais (ECC, FAMILIA, CURSO DE NOIVOS)

Construção de uma sala para o setor de administração.

MATRIZ DE SÃO JOSÉ DO AVAHY

Reforma das salas, recepção  e secretaria da catequese

Aquisição de televisor e 02 bebedouros para catequese 01 computador.

Reforma da tesouraria e secretaria paroquial com colocação de aparelhos de ar condicionados modernos (que geram economia de energia)

Colocação de 5 aparelhos de ar condicionado nas dependências da paróquia.

Criação da sala de atendimento do pároco e os objetos necessários para seu funcionamento. (ar condicionado-cortinas-mobiliário)

Aquisição do sistema de acionamento eletrônico do sino e do relógio.

Reforma e pintura na área externa do templo na matriz.

Reforma do salão paroquial.

Troca do transformador para um de 150kva.

Troca parcial do sistema elétrico (fiação-disjuntores) em todo prédio da matriz. (casa paroquial-secretaria-templo-catequese)

Restauração de 08 imagens.

CAPELA SÃO TARCISIO

Pintura e troca parcial do reboco da área externa e interna de todo prédio.

Reforma da sacristia

Aquisição de mobiliário para o presbitério.

CAPELA SÃO PEDRO

Colocação de protetores de policarbonato em todas as portas.

Bancos do templo.

 

PROJETOS PARA O ANO DE 2014:

Pintura interna da matriz.

Colocação de ar condicionado nas salas da catequese.

Reforma do padrão de energia (relógios)  na rua Major Porfirio Henriques.

 Construção de um painel para colocação de cartazes na área externa.

Construção de um velário em frente  gruta na matriz.

Término do salão da capela de São Pedro

Construção de uma capela do Santíssimo ( São Tarcisio.)

CENTRO DE FORMAÇÃO

Termino dos salões do anexo esquerdo (colocação de janelas, portas, cadeiras, pintura, piso  e instalação elétrica)

Finalização da galeria superior com a concretagem da laje e construção da mureta de contenção.

Início das obras da capela definitiva  e extensão da nave principal.

Tudo isto que sonhamos só é ou será possível,  com sua fidelidade na fraterna partilha do dízimo. Relacionamos as obras visíveis já finalizadas ou as que ainda estão para serem realizadas. Porém as mais importantes obras de  nossa paróquia,  são aquelas que de forma simples  e quase imperceptíveis ao olhar humano, resgata, restaura e dá um novo sentido a vida de tantos irmãos e irmãs,  que por vezes se sentem desanimados. A razão de tanto esforço, partilha  e dedicação  é para  possibilitar conforto e uma melhor condição de receber a todos.

Que a Sagrada Família de Nazareth interceda por todos nós. Que as Graças de Deus esteja presente na vida de cada um.

Padre Humberto Lindelalf

Padre Humberto Lindelauf era alemão e engenheiro, nascido em 18 de junho de 1910. Veio para o Brasil aso 27 anos para lecionar no Seminário Diocesano São Carlos de Pinhal, em São Paulo. Chegou a Diocese de Campos  logo após o término da II Guerra Mundial. Nesta Diocese, sua primeira paróquia foi Varre-Sai onde ficou entrou 1945 e 1947 antes de ser transferido para a Matriz São José do Avahy, quando tomou posse em 24 de Outubro de 1947.

Foi responsável pela construção do Asilo Santo Antônio dos Pobres, o Patronato, e o Ginásio São José, também conhecido como GOT (Ginásio Orientado ao Trabalho) que mantinha oficinas profissionalizantes para torneiro mecânico, carpintaria, marcenaria, tipografia e outros.

Foi idealizador responsável pela Construção da Matriz São José do Avahy. Que edificada onde antes já existia a Igreja São José do Avahy. A obra segue o estilo moderno de meados do século X.

Foi responsável pelo início das obras da construção da Igreja Santa Rita de Cássia.

Realizou reformas nas Igrejas São Benedito e Nossa Senhora de Fátima.

Como Engenheiro, foi idealizador, das obras do Novo Hospital São José do Avahy e do Monumento do Cristo Redentor, localizado na parte mais alta de nossa cidade.

Foi professor em diversas instituições da nossa região. Dentre elas Santa Marcelina, em Muriaé e em Itaperuna trabalhou no Colégio Estadual São José, Colégio São José e FAFITA.

Além de Poliglota (Latim, Francês, Hebraico e Inglês) lecionava também física, matemática, história, geografia, inglês e música, demonstrando toda a sua capacidade multidisciplinar.

Foi também fundador e o primeiro presidente da Fundação Educacional e Cultural São José.

O imponente Órgão de Tubos, que ainda persiste em ótimo estado de conservação e é utilizado em ocasiões especiais em nossa Matriz também foi adquirido pelo Pe. Humberto. O instrumento, que na época já era uma aquisição para poucos foi utilizado pelo Padre para ministrar aulas para a comunidade de nossa paróquia. Outro fato interessante e para que desconhece chegar a ser surpreendente, é que Pe. Humberto também ministrava aulas de balé às alunas de música.

Sua contribuição não se manteve apenas nos limiares das obras sacras e sociais e na educação de nossa Paróquia.  Pe. Humberto atuou ativamente como Construtor de várias residências particulares fazendo uso de sua profissão, a de engenheiro.

Pe. Humberto sempre se colocou a disposição da comunidade e da sociedade itaperunense de uma forma geral. Pensava sempre no crescimento e desenvolvimento da região.

Hubert Josef Lindelauf foi encontrado morto aos 59 anos, em Kall na Alemanha, quando passava uma temporada em sua Pátria e origem. Muitos afirmam que sua morte foi prematura e que muito ainda faria por onde houvesse de passar, pois irradiava dinamismo, esperança e amor, sobretudo aos mais necessitados, a quem dedicava a maior parte de suas obras e seu tempo.

Agradecemos a Deus por ter dado à comunidade itaperunense a possibilidade de ser assistida pelo saudoso Pe. Humberto Lindelauf e por ele ter definitivamente alçado Itaperuna aos caminhos do desenvolvimento.

O Evangelho de Marcos

Renato Merigue Rodrigues

Marcos não foi um dos doze apóstolos mas,  discípulo destes, especialmente de Pedro, que o chama seu filho (cf. 1Pd 5, 13), talvez porque o tenha batizado.

            S. Marcos foi companheiro de S. Paulo no começo de sua primeira viagem missionária (cf. At  13,5), mas não prosseguiu até o fim (cf. At 13,3). Por isto o Apóstolo não o quis levar em sua segunda expedição missionária (cf. At 15, 37-40). Todavia, Marcos reaparece como colaborador de São Paulo no primeiro cativeiro romano do Apóstolo (cf. Cl 4,10; Fm 23s); no fim da vida São Paulo lhe fez um elogio: “é-me útil no ministério” (2Tm 4,11). Há quem veja em Mc 14,51 uma alusão ao próprio Marcos.  

            A tradição lhe atribui a redação do segundo Evangelho. A propósito, o testemunho  mais importante é o de Pápias (+135), bispo de Hierápólis (Ásia Menor), de grande autoridade:

            “Marcos, intérprete de Pedro, escreveu com exatidão, mas sem ordem, tudo aquilo que recordava das palavras e das ações do Senhor; não tinha ouvido nem seguido o Senhor, mas, mais tarde..., Pedro. Ora, como Pedro ensinava adaptando-se às várias necessidades dos ouvintes, sem se preocupar com oferecer composição ordenada das sentenças do Senhor, Marcos não nos enganou escrevendo conforme se recordava; tinha somente esta preocupação: nada negligenciar do que tinha ouvido, e nada dizer de falso” (cf. Eusébio, História Eclesiástica III, 39, 15).

            Marcos escreveu não para judeus, mas para pagãos convertidos ao Cristianismo. Mais precisamente, podemos dizer que os pagãos convertidos para os quais Marcos escreveu, eram latinos; embora o grego fosse a língua comum do Império Romano e o latim fosse o idioma próprio de Roma e do Lácio.

            O evangelho de Marcos deixa a impressão de ter escrito por alguém que havia presenciado os fatos descritos, sem floreios.

            Ele narra uma série de milagres para tornar conhecido o Filho de Deus. Mostra a impressão causada pelos milagres e o respeito por Jesus  que despertam. É o agir do homem Jesus que é apresentado, mas de tal modo que, após a leitura, se deve confessar: “Este homem era realmente o Filho de Deus” (Mc 15,39).

            Esse segredo, porém, só aparece em plena luz no fim do evangelho: no mistério da Cruz. E quem o reconhece por primeiro?

            O evangelho, além disso, fala muito da Igreja, do chamado e da missão dos apóstolos, exigências para quem quer seguir a Cristo. “O Reino de Deus está próximo; fazei penitência” (Mc 1,15).

            Finalidade deste evangelho: mostrar que Jesus é o Filho de Deus. Marcos escreve para judeus e pagãos. Ele se adaptou aos tempos. Explica os costumes e as expressões judaicas.

            Resumindo: Marcos é um vivo historiador dos fatos, o qual mostra a judeus e gentios que Jesus é o Filho de Deus.

 

Fonte: Curso Bíblico Mater Ecclesiae

           D. Estevão Bettencourt, OSB

           Maria de Lourdes Corrêa Lima

           Bíblia Sagrada Ave Maria - edição de estudos.

Lava-pés: um gesto de salvação

Angela Vitarelli

Na liturgia católica, o termo lava-pés relembra o gesto que se pratica na Quinta-Feira Santa em que o sacerdote, assistido por dois auxiliares, lava o pé de 12 homens (clérigos ou seculares), à imitação e em celebração do que fez Jesus a seus discípulos, na Última Ceia.
O lava-pés marcou a insistência de Jesus em um dos assuntos mais importantes do seu ministério: o  papel dos cristãos e da igreja: o serviço, a humildade, o colocar-se abaixo, considerar uns aos outros superiores a si mesmo.

É necessário deixar bem claro que a cerimônia não é uma representação, um teatro, dentro da missa. Trata-se de um gesto litúrgico, que repetindo o gesto de Jesus, significa que o padre ou bispo celebrante, em nome da Igreja de Cristo, assume o compromisso de estar a serviço da comunidade, para assegurar a todos a possibilidade de salvação. Em muitas paróquias as pessoas se apresentam vestidos de apóstolos, porém não há necessidade disto. Aliás, a CNBB orienta que se escolham pessoas ligadas ao tema da Campanha da Fraternidade do ano.

No tempo de Jesus, e mesmo antes dele, os judeus praticavam o costume de lavar os pés dos donos da casa, ou de seus convidados à chegada. Em geral, era uma tarefa de escravos e servos, posição bem humilde na escala social, muitas vezes praticada como castigo por delitos legais.

                    Ao realizar este mesmo ato, Jesus coloca-se como servo – alguém que está disposto a servir. Desprendidamente se iguala ao mais simples, ajoelha-se diante dos que o seguiam. É um gesto de amor, porque é prenúncio de perdão incondicional, de doação total. Pedro reagiu diante de tamanho rebaixamento, mas Jesus o repreendeu “se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo.”

                    O lava-pés não é a simples “purificação” dos ritos judaicos. Simboliza toda a missão de Jesus: a entrega de sua vida, como serviço prestado à humanidade, com o qual os homens puderam ter parte com Ele na filiação e na herança prometida. É, pois, um gesto salvífico. Mas também um gesto pastoral, um ensinamento para a Igreja. Com ele Cristo cria um discipulado de amor entre os homens:

"Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou" (Jo 13,14-16)

Fontes: Comentário ao Novo Testamento –III, Ave-Maria, 2009

              Bíblia de Jerusalém

              www.catolicismoromano.com

 

              www.igrejahoje.com

Racismo x Injúria Racial

Racismo é qualquer pensamento ou atitude que separam as raças humanas por considerarem algumas superiores a outras. Quando se fala de racismo, o primeiro pensamento que aparece é contra os negros, mas o racismo é um preconceito baseado na diferença de raças das pessoas. Embora o Brasil seja uma nação composta por enorme variedade étnica, infelizmente também estão presentes o racismo e o preconceito racial. Em alguns casos, eles ocorrem de forma tão sutil que passam despercebidos pelas pessoas.

Criada há exatos 25 anos, a Lei 7.716 de 05/1/1989, define os crimes de Racismo e determina pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Com a sanção, a lei regulamentou o trecho da Constituição Federal tornando inafiançável e imprescritível o crime de racismo, após dizer que todos são iguais sem discriminação de qualquer natureza.
Esta lei ficou conhecida como Caó em homenagem ao seu autor, o deputado Carlos Alberto de Oliveira.

Mesmo após muitos anos de implantação da referida legislação, ainda existem muitas dúvidas na hora de diferenciar determinadas atitudes como prática de racismo ou não. Por isso, nosso objetivo aqui é esclarecer, em linha gerais, a diferença entre os crimes de racismo e injúria racial – que não é apenas terminológica.

Assim, a lei 7.716/89 define os crimes de racismo, tipificando, duas formas de conduta. Em seus primeiros artigos criminaliza atos de segregação, exclusão, resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional comoobstar indivíduo a cargo ou emprego, (por exemplo: negar emprego a judeus numa determinada empresa) ou impedir acessos a negros a: estabelecimento comercial (impedir a entrada no shopping), a estabelecimento de ensino (impedir que crianças negras se matriculem nas escolas), a edifício público ou residencial, hotel restaurante, clube social, transporte público etc.
O mesmo diploma legal, em seu artigo 20 da lei 7.716/89, tipifica como crime: ”Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa.” É nesse ponto que ocorre, por parte de alguns, a confusão com o tipo contido no artigo 140, § 3º, do CP, no qual está previsto o delito de Injúria Racial. 

Dessa forma, a diferença entre delito e a injúria qualificada pelo preconceito reside, sobretudo, no elemento subjetivo.  Enquanto o praticante do racismo da Lei 7.716/89 age com o intuito de menosprezar, inferiorizar, de forma genérica, determinado grupo étnico, raça ou cor, ou seja, não tendo um destinatário definido. 
O praticante da injúria qualificada pelo preconceito, age com 
animus injuriandi, dirigindo palavras depreciativas contra uma vítima determinada, imputando-lhe qualidade negativa visando a atingir sua honra subjetiva , a sua dignidade e o seu decoro. 
Isso posto, recente episódio noticiado na mídia no qual um atleta teria chamado seu adversário de “macaco”, nacionalmente denominado como racismo, configuraria, em tese, injúria qualificada pelo preconceito. Além desse exemplo, podemos citar outros que tipificam este delito: como o fato de chamar uma pessoa de judeu safado, turco maldito; japa; baiano vagabundo, branco azedo etc.”
 A injúria racial
 é crime afiançável e recentemente tornou-se crime de ação penal pública condicionada à representação do ofendido, sendo o Ministério Público o detentor de sua titularidade.

Já, o delito de racismo, considerado mais grave pelo legislador é imprescritível e inafiançável. Trata-se crime de ação penal pública incondicionada, cabendo também ao Ministério Público a legitimidade para processar o ofensor.Basta neste caso, que sua ocorrência chegue ao conhecimento das autoridades (policia ou Ministério Público) para que as providências legais sejam tomadas.

Por fim, feita a diferenciação, vale ressaltar que a educação, o amor ao próximo e o respeito aos princípios da dignidade humana, ainda continuam sendo a melhor forma  de se coibir a prática de tais delitos em nossa sociedade. 

http://www.conselhos.mg.gov.br/

http://www.mpdft.mp.br/

Atividade Física e Qualidade de Vida

Enir França Vale

  Qualidade de vida é o equilíbrio entre o homem, a sociedade em que ele vive e a natureza.

            Atividade física é o processo de se exercitar o corpo de maneira a favorecer todas as áreas: psicológica, física e espiritual.

         A atividade física melhora a qualidade de vida, em qualquer faixa etária.  Nosso organismo sofre alterações ao longo do tempo, provenientes do processo natural do envelhecimento.

O sedentarismo associado a uma alimentação inadequada, a uma postura incorreta, à falta de qualidade do sono e à hidratação insuficiente, provocam a redução da habilidade motora, dificultando a execução das mais simples tarefas do dia a dia.

            Por outro lado, a atividade física praticada em grupo ajuda o individuo a sair do isolamento, potencializa suas relações interpessoais, facilita a comunicação e a partilha das dificuldades, dos medos e inseguranças tão presentes nas sociedades modernas.

            Um corpo saudável coopera para a saúde da mente. “Mens sana in corpore sano”- Mente sã em corpo são – é uma antiga e famosa citação do poeta Juvenal, do tempo do Império Romano. Isto prova que desde a antiguidade já se fazia relação entre corpo e mente numa sincronia saudável. Portanto, a preocupação com a manutenção do corpo sadio não é um modismo, é uma necessidade.

            O Apóstolo Paulo, em I Cor 6,19 nos diz; “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertence?”

            Se o nosso corpo é “Templo do Espírito Santo”,  por que tantas vezes nos descuidamos dele?

            Será que o Espírito Santo não merece um pouco mais de nossa atenção?

                                               Pense!     Reflita!   Mexa-se!

A Paróquia de São José de Avahy oferece a todos um programa de atividades físicas, orientadas por professor de educação física, três vezes por semana: às 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras, às 9:00 hs, no terraço da Catequese. O espaço é adequado e as aulas transcorrem dentro de um ambiente leve, amigável e saudável.

                                   Venha juntar-se a nós!

Lembre-se: “Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo e trabalhamos duro para alcançá-lo”(Abílio Diniz)

A Ressurreição de Jesus

O que realmente entendemos, compreendemos sobre a Ressurreição? O Catecismo da Igreja nos ensina que Ressurreição significa: “Páscoa: passagem, testemunho de Deus sobre Jesus Cristo”. A Liturgia nos ensina que neste período devemos celebrá-la com aquela alegria que provém desta fonte de salvação que é Jesus e, podermos cantar como uma assembleia exultante: “Exulte o céu, e os anjos triunfantes, mensageiros de Deus desçam cantando; façam soar trombetas fulgurantes, a vitória de um rei anunciando”.

Se quisermos que este momento marque de fato um progresso em nossa fé e não fique só nos Aleluias, devemos aprofundar esta mensagem da Páscoa. Por que a Ressurreição de Cristo é a prova irrefutável de nossa Fé? O que é, na verdade, a ressurreição de Cristo? É o testemunho de Deus sobre Jesus Cristo. Deus é o protagonista deste evento e deste dia. Pedro afirma: “Deus o ressuscitou e nós somos testemunhas disso”. Ressuscitando-o, dirá em outra passagem o mesmo Pedro: Deus, por assim dizer, o apresentou como digno de crédito junto a nós (cf. At 2,22). A Páscoa traz para nós uma grande oportunidade de vivermos a nossa história no linear dos passos de Jesus. Quando passamos pela experiência dos exercícios quaresmais, assumimos em nossas vidas, o compromisso da mudança e da conversão para alcançarmos a festa pascal com o coração mais abrandado. Agora é tempo de luz e não de trevas. 
            O nome Páscoa quer dizer passagem e vem do hebraico (pessach). Para o povo hebreu, páscoa significava o fim da Escravidão e o início da Libertação, marcada pela travessia do Mar Vermelho, que se abrira dando passagem para povo de Deus que estava sob a orientação de Moisés caminhando pelo deserto a fora, em busca da chamada Terra Prometida. De igual modo para nós, a páscoa é sempre sinal de passagem de uma vida antiga ou velha, mergulhada na experiência das trevas que nos levam ao pecado, para uma realidade nova e restaurada, que nos convida a viver à luz do Cristo que ressuscitou e está no meio de nós.

           Por fim, “A Fé dos cristãos”, diz Santo Agostinho, é a ressurreição de Cristo”. Que Cristo tenha morrido, todos admitem, também os pagãos, também seus inimigos. Que ele tenha ressuscitado, só os cristãos acreditam, e sem admitir esta verdade não se é cristão. Queiramos passar por esta experiência com Jesus vivo e ressuscitado.

 

Fonte:

·         Catecismo da Igreja Católica

·         Cantalamessa, Raniero; O Verbo se fez Carne, Ed. Ave-Maria,2012

As Profecias de Fátima (verdades e mitos)

Carlos Alberto Correa

Depois dos acontecimentos dramáticos e cruéis do século XX, um dos mais tormentosos da história do homem, com o ponto culminante no cruento atentado ao Papa João Paulo II - doce Cristo na terra­ -, abriu-se o véu sobre a realidade das profecias de Fátima. A mentalidade atual, eivada de racionalismo, foi sacudida pela dimensão espiritual das mensagens de Fátima, com seu veemente apelo à conversão e à penitência.

            Não foi revelado nenhum grande mistério, nem o véu do futuro foi rasgado, mas a Igreja dos mártires do século que findava, ficou estarrecida frente à 3ª. Profecia que previra o atentado contra o Papa. As duas profecias anteriores que faziam referência a uma grande catástrofe mundial e o imperialismo da Rússia, foram confirmadas com a II Guerra Mundial e o domínio de Rússia que se estendeu a muitos países europeus. A Irmã Lúcia, vidente que sobreviveu aos outros dois, já havia escrito uma carta ao Papa em 1944, por ordem da própria Virgem e orientação do Bispo de Leiria, sobre a 3ª. Profecia. Esta carta estava guardada no Vaticano, somente de conhecimento do Papa. Então, mediante os acontecimentos ligados às primeiras profecias, começou a aparecer comentários, mitos e mensagens que sacudiam o mundo, apontando o fim dos tempos. Quando o Papa João Paulo II foi atingido (13/05/1981), ele pediu a Congregação para a Doutrina da Fé que explicasse ao mundo católico sobre profecias e revelações, ensinando a compreender no âmbito da fé, fenômenos como os de Fátima.

            A explicação distingue a Revelação Pública da Revelação Privada: a Revelação pública – designa a ação reveladora de Deus, que se destina à humanidade inteira e está expressa literalmente nas duas partes da Bíblia – o Antigo e o Novo Testamento. Chama-se revelação, porque nela Deus Se foi dando a conhecer progressivamente aos homens, até ao ponto de Ele mesmo Se tornar homem, para atrair e reunir em Si próprio o mundo inteiro por meio do Filho encarnado, Jesus Cristo. Uma vez que Deus é um só, também a história que Ele vive com a humanidade é única, vale para todos os tempos e encontrou a sua plenitude com a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por outras palavras, em Cristo Deus disse tudo de Si mesmo, e, portanto, a revelação ficou concluída com a realização do mistério de Cristo, expresso no Novo Testamento. O Catecismo da Igreja Católica, para explicar este caráter definitivo e pleno da revelação, cita o seguinte texto de S. João da Cruz: “Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra e não tem outra, Deus disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única (…) porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d’Ele outra realidade ou novidade.” (Para aprofundamento. cic n. 66-67,94, Jo 16,12-14 , Dei Verbum, n. 8).

 A autoridade das revelações privadas é essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige a nossa fé; de fato, nela, é o próprio Deus que nos fala por meio de palavras humanas e da mediação da comunidade viva da Igreja. A revelação privada é um auxílio para esta fé, e manifesta-se credível precisamente porque faz apelo à única revelação pública. Assim, o critério para medir a verdade e o valor duma revelação privada é a sua orientação para o próprio Cristo. Quando se afasta d’Ele, quando se torna autônoma ou até se faz passar por outro desígnio de salvação, melhor e mais importante que o Evangelho, então ela certamente não provém do Espírito Santo, que nos guia no âmbito do Evangelho e não fora dele.  O que efetivamente constitui o centro duma imagem só pode ser desvendado, em última análise, a partir do que é o centro absoluto da profecia cristã: o centro é o ponto onde a visão se torna apelo e indicação da vontade de Deus.

Por isso, há que considerar completamente extraviadas aquelas explicações fatalistas do segredo que dizem, por exemplo, que o autor do atentado de 13 de Maio de 1981 teria sido, em última análise, um instrumento do plano divino predisposto pela Providência e, por conseguinte, não poderia ter agido livremente, ou outras ideias semelhantes que por aí andam. A visão fala sobretudo de perigos e do caminho para salvar-se deles.

O papa João Paulo II, em 2000 ordenou que o Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé,revelasse ao mundo sobre a 3ª Profecia, também denominada o Segredo de Fátima, o que foi feito em cadeia de televisão, a partir do Vaticano, para por fim aos desencontrados noticiários sobre o fim do mundo. Tratava-se apenas da premonição do atentado que o Papa sofrera 19 anos antes. Foi publicada a carta da Irmã Lucia na íntegra, inclusive com a fotocópia da mesma.  Deste modo, a visão da terceira parte do segredo, tão angustiante ao início, termina numa imagem de esperança: nenhum sofrimento é vão, e precisamente uma Igreja sofredora, uma Igreja dos mártires torna-se sinal indicador para o homem na sua busca de Deus. Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ter se desiludido.

Fátima não oferece tais satisfações à nossa curiosidade, como, aliás, a fé cristã em geral que não pretende nem pode ser alimento para a nossa curiosidade. O que permanece é a exortação à oração como caminho para a salvação das almas, e no mesmo sentido o apelo à penitência e à conversão.

Mas, desde que Deus passou a ter um coração humano e deste modo orientou a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal deixou de ter a última palavra. O que vale desde então, está expresso nesta frase: No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo (Jo 16, 33). A mensagem de Fátima convida a confiar nesta promessa.

Fontes: (www.vatican.va/.../rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.ht...?)

 

Festa litúrgica da Visitação de Nossa Senhora-31/maio

Angela Vitarelli

A Festa da Visitação, no dia 31 de maio encerra o mês consagrado à devoção filial a Mãe de Deus. Foi instituída por Urbano VI, em 1389, e todos os demais Papas celebram este dia no Vaticano e aconselham que o façam nas demais localidades. Esta observação está formalmente na Encíclica Mense Maio, 1965, em que o Papa Paulo VI nos exorta sobre a piedade à Maria, como fonte de alegria: “ todo encontro com ela é cheio de alegria, porque não pode deixar de ser um encontro com o próprio Cristo. Tradicionalmente é  celebrada a 31 de Maio, ficando assim entre a Solenidade da Anunciação (25 de Março) e o Nascimento de João Batista (24 de Junho).

Depois da Anunciação, Maria foi visitar a prima Isabel, partilhando com ela a alegria que experimentava perante as “maravilhas” n´Ela operadas pelo Senhor. Foi uma viagem penosa, em região montanhosa, durante três dias. Maria, entretanto, mostrou-se destemida, porque Deus estava com ela, dentro dela, não deixando nem receio, nem distância impedi-la de ir visitar a prima Isabel, grávida de seis meses. Certamente Maria não foi ali a passeio, nem, tampouco, por curiosidade. Maria acreditou e alegrou-se pela gravidez extraordinária de Isabel e, sabendo-a idosa, foi ter com ela por solidariedade. Podemos dizer que Maria empreendeu uma “autêntica viagem missionária” e que Maria tornou-se a primeira evangelizadora porque viajou para levar a “Boa Nova” que ninguém ainda conhecia.

 A Igreja celebra o extraordinário momento de encontro das duas santas mulheres, que ocupam o centro da liturgia desta festa.

"A nossa existência, como indivíduos e como Igreja – ressalta o Papa Emérito Bento XVI  – é uma existência voltada para fora de nós". Indo a seu encontro, Maria ajuda sua prima Isabel, que "se torna assim o símbolo de tantas pessoas anciãs e doentes. Maria, que se definira serva do Senhor, "serve o Senhor que encontra nos irmãos", mas o ápice da sua caridade consiste em fazer-nos encontrar Cristo.”

                Para o Beato João Paulo II – a viagem de Maria foi a primeira “procissão eucarística” da História. Para Bento XVI, “Maria, Tabernáculo vivo de Deus que se fez carne, é a Arca da Aliança, em que o Senhor visitou e redimiu o seu povo”. O paralelismo com a Arca da Aliança nos permite identificar Jesus Cristo com o Deus da Antiga Aliança e a visitação, com o transporte da Arca de Kariat-larim à Jerusalém, com permanência de três meses na casa de Obed-Edon de Gat. (Cf. 2 Sm 6, 2-11), assim como Maria permaneceu com  Isabel, durante três meses.

            A Leitura da Festa se encontra em Sofonias 3,14-18, em que o profeta nos ensina a confiar em um Deus poderoso que nos julga, mas nos oferece a possibilidade de salvação. O Evangelho é o de São Lucas 1, 39-56, no qual transborda a caridade – gesto concreto e oportuno de amor e no qual Maria nos ensina fé, serviço, solidariedade, alegria e principalmente como devemos acolher o Senhor com gratidão e exultação: “A minha alma glorifica ao Senhor” Lc. 1, 46.

            Peçamos a Maria que venha visitar nossas famílias que tanto necessitam de anúncio e bênçãos. Peçamos também, que a seu exemplo, possamos ser mais caridosos com nossos irmãos, visitando-os e confortando-os em suas necessidades.

 

Fontes: Bíblia de Jerusalém

              Comentário ao Novo Testamento Vol III – Ed. Ave-Maria

             Vitarelli, A e outros – Trabalho para a Disciplina de Maiologia, ETAC, 2011

             www.vatican.va

             www.fatima.com.br

Tabagismo X Família

Dr. Bruno Bonani de Almeida Brito

O Tabagismo é um dos mecanismos mais devastadores do ambiente familiar. Imagine:

João, 65 anos. Empresário, bem sucedido. Feliz. Infância árdua.  Iniciou o hábito de fumar aos 15 anos (Inocência Juvenil). Casado, Bodas de Rubi este ano. Três filhos, 2 formados e a caçula no último ano do curso superior. Família Católica Apostólica Romana. Sonhos realizados e planos futuros alcançáveis. Ceia de Natal. Família reunida. Felicidade plena. Sensação de completa satisfação pessoal, fase de usufruto de todo o trabalho de anos.

Um acesso de tosse. Sangue na tosse.  Preocupação. Consulta médica, diagnóstico: Câncer de Pulmão. A insegurança, o sentimento de perda, a sensação de incapacidade de não usufruir dos bons frutos plantados com trabalho e dedicação à família. Os sonhos se esvaem devido à semente do mal plantada na adolescência: o tabaco.

“ZT2.0 – este é o código que define o uso do tabaco (fumo) no Código Internacional de Doenças (CID). Isso significa que o hábito de fumar é considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde. Trata-se de um grave problema de saúde pública.

O fumo é uma droga letal, que causa dependência química e psíquica. Uma droga legalizada, que determina lesões gravíssimas no corpo humano, sobretudo no pulmão, aonde exerce uma ação devastadora, provocando danos irreversíveis. Sabemos hoje que de cada duas pessoas que fumam, uma morrerá de alguma doença relacionada ao fumo. Mais um agravante deve ser considerado: é uma doença que não afeta exclusivamente os que fumam, mas também aqueles que convivem com o fumante.

Estima-se que, atualmente, o fumo reduza em 25 anos a expectativa de vida dos fumantes. Cada cigarro fumado tem o potencial de diminuir cerca de 7 minutos a vida de uma pessoa.

Já o Câncer de Pulmão é uma das neoplasias malignas que mais matam e a melhor medida de prevenção, pode ser obtida através de uma simples atitude: não fumar!

A frequente ausência de sintomas específicos torna o câncer de pulmão um tipo de neoplasia cujo diagnóstico é feito tardiamente, isto é, quando a doença já se encontra em fase avançada, afetando diretamente a sobrevida dos pacientes.

Dentro dessa premissa, o diagnóstico precoce do câncer de pulmão é na maioria das vezes, a diferença entre aqueles pacientes que vencerão a doença e aqueles que desafortunadamente, não obterão cura. Além disso, não fumar é a única atitude verdadeiramente eficaz na prevenção desse tipo de câncer, que vem dizimando populações.

A palavra de ordem para a prevenção e para o diagnóstico precoce é a informação. Essa é uma ferramenta poderosa, já que tem o potencial de chamar a atenção para o problema, de possibilitar mudanças de atitude com impacto direto na prevenção da doença, de facilitar o reconhecimento de sinais e sintomas que permitam o diagnóstico precoce e, por fim, de disponibilizar conhecimento sobre os mais diversos tratamentos de vanguarda disponíveis.

Se você é fumante, pare de fumar! Se você tem câncer de pulmão, vença! Independente de sua condição, seja mais um a se engajar nesta luta contra o fumo.”

 

Devoção a Maria Santíssima

Pe. Leandro de Moraes Diniz

Maria é nossa Mãe espiritual. Não é sem motivo e sem boa razão que os servos de Maria a chamam de mãe. Parece até que não sabem invocá-la com outro nome, nem se fartam de sempre lhe chamar de mãe. Sim, mãe porque é verdadeiramente nossa mãe, das nossas almas e da nossa salvação.

O pecado, quando privou a nossa alma da divina graça, a privou também da vida. Estávamos, pois, miseravelmente mortos quando veio Jesus, nosso Redentor, com excessiva misericórdia e amor, restituir-nos a vida pela sua morte na cruz. Ele mesmo o declarou:“Eu vim para elas (as ovelhas) terem a vida, e para a terem em maior abundância” (Jo 10, 10).

“Em maior abundância” porque, dizem os teólogos, Jesus Cristo, com a Redenção, trouxe-nos maior bem do que o mal que Adão nos causou com o seu pecado. Assim, reconciliando-nos, Ele com Deus, se fez pai das almas na nova Lei da graça, como já estava profetizado por Isaías ao chamá-lo de “Pai do futuro e príncipe da paz” (Is 9, 6). Mas, se Jesus é pai de nossas almas, Maria é a mãe. Pois, em nos dando Jesus, deu-nos Ela a verdadeira vida. Em seguida proporcionou-nos a vida da divina graça, quando ofereceu no Calvário a vida do Filho pela nossa salvação.

Em duas diferentes ocasiões, portanto, tornou-se Maria nossa mãe espiritual, como ensinam os Santos Padres. Primeiramente, quando mereceu conceber no seu ventre virginal o Filho de Deus, conforme diz Santo Alberto Magno. E, mais distintamente, nos adverte São Bernardino de Sena com as palavras: “Quando a Santíssima Virgem deu à anunciação do Anjo seu consentimento, pediu a Deus vigorosissimamente a nossa salvação [...]”.

Falando do nascimento do Salvador, diz São Lucas que Maria deu à luz o seu Filho primogênito (Lc 2, 7). Logo, observa certo autor, se o Evangelista afirma que então a Virgem deu à luz o primogênito, deve-se supor que depois teve outros filhos? Mas é de fé, continua o mesmo autor, que Maria não teve outros filhos carnais além de Jesus. Deve, por conseguinte, ser mãe de filhos espirituais, e esses somos todos nós. Isto mesmo revelou o Senhor a Santa Gertrudes [...].

Alegrai-vos, portanto, todos os que sois filhos de Maria. Sabei que Ela aceita por filhos seus quantos o querem ser. Exultai! Como temer por vossa salvação, tendo esta mãe que vos defende e protege? Afirma São Boaventura: Todo aquele que ama essa boa mãe, e em seu patrocínio confia, deve reanimar-se e dizer: “Que temes, minha alma? Não; não temas, porque a tua causa não se perderá. Pois a sentença está na mão de Jesus, que é teu irmão, e na de Maria, que é tua mãe!”

A este respeito exclama cheio de alegria e nos anima Santo Anselmo: “Ó bem-aventurada confiança, ó seguro refúgio! A mãe de Deus é minha mãe! Que certeza tem a nossa esperança, já que nossa salvação depende da sentença de um irmão tão bom, e de uma tão compassiva mãe!”

Transcrição de trechos do livro, Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório.
Editora Vozes, Petrópolis, 1957, pp. 23 e ss.

 http://www.nossasenhoradobrasil.com.br/encontrocommaria/devocao-a-maria-santissima#sthash.KIpXoTUz.dpuf

Fé e Mídia

Matheus Carvalho de Mattos

Desejo hoje, levá-los a refletir sobre o tema “Fé e Mídia”. Antes mesmo de falar da relação entre Fé e Mídia é pertinente elucidar tais conceitos para caracterizar melhor a proposta de reflexão.

Segundo o Pe. José Roberto Forte Palau, em seu artigo “ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA FÉ”, “A fé nasce na pessoa pela infusão no seu íntimo de uma disposição habitual a crer, ou seja, por uma moção interior do Espírito Santo para aderir à inteligência e à Vontade de Deus”. A infusão, a qual se refere o Pe. José Roberto, realiza-se através do sagrado sacramento do batismo. Normalmente somos batizados ainda quando muito pequeninos ou recém-nascidos. Prosseguindo em seu artigo, Pe. José Roberto ainda afirma:

Essa graça santificante (o batismo) ainda infunde na criança a “disposição ao ato de fé” (hábito) quando esta atingir o uso da razão. Evidentemente na criança, a fé encontra-se em estágio embrionário: deverá ser desenvolvida com a educação cristã por parte dos pais, de modo que atingida a idade da razão, a criança possa realizar um “ato pessoal de fé”, e depois aprofundá-lo com o transcorrer dos anos.

            Percebe-se que embora infundida no momento do batismo, a fé, precisa ser trabalhada através de seu exercício. O exercício da fé inicia-se através da educação cristã que conduzirá o indivíduo a experiências e percepções cada vez mais acentuadas sobre a ação do Espírito Santo em sua vida dando-lhe a conhecer naturalmente, o poder e a presença de Deus.  Porém, nossa fé, precisa ser cultivada.  Arrisco a fazer uma analogia bem simples: se deixarmos um determinado conjunto de músculos, como por exemplo, os músculos de nossos braços, por muito tempo sem estímulos, sem práticas de exercícios que os farão enrijecer-se e tornarem-se fortes para exercerem as funções que lhes são inerentes, eles não nos auxiliarão quando mais precisarmos deles. Não terão força e não cumprirão as suas funções.  A fé também precisa ser cultivada e fortalecida. A educação cristã deve levar-nos a participar das obras cristãs. A igreja que Nosso Senhor Jesus Cristo deixou sob nossos cuidados é essencialmente baseada na Fé com obras e obras com Fé.  Em Tiago 2;14 temos a real noção disso: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Por ventura a fé pode salvá-lo?”. E mais adiante, em Tiago 2;22 vemos: “Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.”.

Poderia ainda, embora leigo como muitos de vocês, discorrer mais sobre a Fé, mas esta breve introdução, nos traz, por hora, o fomento necessário para trabalharmos a relação entre a Fé e a mídia que apresento também, na sua forma conceitual.

 O termo Mídia é normalmente utilizado para tratar os meios de comunicação em massa. Neste aspecto faço referência imediata aos programas televisivos, internet (principalmente através das redes sociais digitais como facebook, twitter, youtube, google + e outros), jornais, revistas e todo e qualquer meio de comunicação que atinja de forma eficiente é rápido um elevado número de pessoas.

Neste sentido pode-se observar que a mídia deve ser um importante suporte para a obra da evangelização. E é assim que ela tem sido tratada pela Igreja Católica, que procura utilizar os meios de comunicação em massa para edificar ainda mais a Santa Igreja e possibilitar uma comunicação mais eficiente com seus fiéis, fortalecendo seu caráter universal e possibilitando-os participarem das diversas obras direcionadas e mantidas pela Igreja Católica. Podemos usar como exemplo canais de televisão como a Rede Vida e Canção Nova, publicações reconhecidas como Ave-Maria e Arautos de Evangelho e muitas outras que se tornam cada vez mais presentes na vida das famílias católicas.  Importante também é a participação das rádios AM e FM católicas que permitem a seus fiéis estarem em constante contato com a igreja e sobre tudo a Palavra de Deus em qualquer horário, estejam onde estiverem, nas suas casas ou no trabalho. A Igreja Católica tem incentivado e preparado dentro das paróquias, a Pastoral da Comunicação que procura, dentro de suas possibilidades, utilizar as mídias de massa para divulgação local e regional das obras e serviços da Santa Igreja. É comum a utilização de Portais (Sítios na Internet) e também das redes sociais digitais (Facebook, Youtube  e outros).

Por outro lado, já que a proposta é de reflexão, é importante que nos fiquemos alerta para outros pontos. É comum observar programas cristãos que não são católicos e que, veiculados em televisão, rádio e redes sociais digitais, utilizam as mídias para o “comércio da fé” vendendo muitas vezes a salvação através de pedidos de doações sem nenhum fim específico, sem qualquer obra concreta envolvida. Estas infelizes ações levam aqueles que se deixarem influenciar por elas, a uma visão capitalista da Fé. Como se a Fé fosse algo que pudéssemos comprar de acordo com nossas necessidades ou nosso poder econômico.  Pe. Zezinho (SCJ) em um breve artigo disponível na internet, no qual analisa a Fé a mídia retrata uma pequena pesquisa que fez:

Por curiosidade tomei tempo e resolvi zapear as emissoras FM que entram na nossa região, pelo rádio do meu carro. Contei 87 emissoras, 44 delas com programação religiosa. Fiquei pensando no que há de bom e de mau em haver tanta gente anunciando soluções para os ouvintes, porque é isso o que quase todas fazem.

Logo em seguida esclarece:

Todos se oferecem como lugares e grupos de solução. Fiquei ouvindo suas promessas e garantias de melhor produto e mais eficiência. Entendi, então, que esta é a era do marketing exacerbado. Vende mais e consegue mais quem mais se exalta e se enaltece. O discurso de todos é muito parecido e repetitivo, alguns notoriamente vazios. Vivem de frases feitas e slogans. Também as igrejas.

 

Irmãos e irmãs, espero que este artigo tenha servido para enriquecer seus conhecimentos e aguçar sua atenção com relação às milhares de informações que às vezes chegam falsamente “em nome de Deus” às nossas televisões, celulares e rádios e consequentemente aos seus ouvidos. Lembrem-se: por trás de um programa ou uma campanha publicitária cristã idônea deve haver sempre uma grande obra com a qual você pode colaborar e até participar.

 

Que Deus abençoe toda a sua família!

 

Referências

Bíblia Sagrada – Ave Maria

http://www.padrezezinhoscj.com/wallwp/artigos_padre_zezinho/comunicacao/fe-na-midia

http://paroquiasantoagostinho.org.br/wp-content/uploads/2013/06/2.-Origem-e-desenvolvimento-da-fe.pdf

Ttratamento e Prevenção de Infecções das Vias Aéreas Superiores no Período que Antecede o Inverno

Dr. Paulo Tinoco

As rinossinusites, amigdalites, otites entre outros processos inflamatórios agudos das vias aéreas superiores têm uma série de fatores predisponentes. Dentre estes destacamos as viroses, rinite alérgica, hipertrofia das adenoides  nas crianças, as alterações climáticas, frequência a ambientes como creches, tabagismo ativo ou passivo, refluxo gastroesofágico entre outros. A imunidade do paciente também é um fator muito importante no que se refere à ocorrência  ou não de infecções de repetição de vias aéreas superiores.

A população adulta  pode apresentar de 2 a 5 episódios de rinossinusite viral por ano e nas crianças isso pode aumentar de 6 a 10 episódios. Levando-se em consideração que muitos destes episódios evoluem para infecção bacteriana, medidas de prevenção e tratamento adequado dos episódios virais agudos são muito importantes.

No caso das rinites alérgicas devemos ter medidas para reduzir a poeira doméstica e os ácaros - lavar roupa de cama semanalmente, proteger travesseiros e colchões (capas antialérgicas), limpar o quarto com pano úmido, lavar cortinas, remover brinquedos de pelúcia e retirar animais domésticos de dentro de casa.

No caso das rinossinusites e otites devemos saber que elas ocorrem logo após episódios de resfriados em que o paciente permanece com quadro de obstrução nasal intensa, cefaleia, secreção catarral e hipoacusia com estalos nos ouvidos por mais de 7 dias. Então estes pacientes têm que ser medicados com antibióticos e anti-inflamatórios.

Portanto, não podemos esquecer que nesse período do inverno as infecções agudas das vias aéreas superiores predominam e merecem cuidado e atendimento especial.

CUIDE-SE! BOM INVERNO!!

A importância do namoro na formação da família cristã

Pastoral Familiar

            O mês de junho é marcado e conhecido por ser um mês de muitas comemorações. Nele iniciam-se as festas juninas, comemora-se a vida dos Santos: Santo Antônio, São João e São Pedro. E nesse mês, tem um dia em especial dedicado aos namorados, que é o dia 12 de junho. Nesse dia, no Brasil, comemora-se o Dia dos Namorados.

            E hoje, convidamos jovens, namorados, pais e todos os irmãos em Cristo, a refletir sobre a importância do namoro na formação da família cristã. Sabemos que Namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências.

            O namoro é o tempo do conhecimento entre duas pessoas que buscam algo mais do que a amizade, que querem construir uma vida em comum e principalmente formar família. É, portanto, o tempo da escolha; e esta escolha deve ser feita de maneira adequada.

            Todo matrimônio é a continuação de um namoro; então, tudo precisa começar bem desde cedo. Sem levar a sério o namoro não será possível construir um casamento sólido e uma família forte.

            Deus é o maior interessado que o casamento seja harmonioso; logo, a fé nos diz que Ele nos coloca no caminho da pessoa certa. Por isso, ore para encontrar a pessoa adequada para se casar com você, se é isto que você quer. Mais do que nós, Deus está interessado nisto; peça-lhe com fé. Deus disse a Adão, no início da história: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gen 02,18).

            Isto não quer dizer que Ele lhe dará uma pessoa perfeita, pronta. Mas dará uma pessoa com quem você poderá construir a vida a dois e formar a sua família. O discernimento não será dispensado para se saber quem é esta pessoa, e o namoro é exatamente para isto.

            O tempo do namoro é para que os dois se conheçam, por dentro, e não por fora. É o momento de conhecer a história da vida do outro, seus mistérios, seus defeitos, suas virtudes e qualidades, suas aptidões e interesses, enfim, tudo que é preciso conhecer no outro para saber se o namoro deve continuar ou não.

            Um namoro santo e puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois querem se preservar um para o outro. Será preciso então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão, e que, quem brinca com o perigo nele perecerá.”

            O casal de namorados cristão pode ter um orientador espiritual, um padre, ou um casal leigo que os ajude a vencer as dificuldades próprias do namoro. O ideal seria que os próprios pais os orientassem; mas, como isto nem sempre acontece, os jovens podem buscar ajuda em alguém de confiança, que já viveu esta realidade e poderá ajudá-los.

            Com relação à escolha adequada com quem se casar, é preciso saber se a outra pessoa atende às exigências mínimas que você tem como fundamentais para a sua vida. O ideal é que cada um se case com uma pessoa do mesmo nível social, religioso, econômico, etc. Quanto maior forem as diferenças, maiores serão as dificuldades para a busca da harmonia conjugal.

            Não podemos deixar de dizer aqui que o casamento não pode se transformar em fuga de nenhuma situação. Alguns acabam apressando a hora do casamento para ficar livres dos pais ou de outros problemas. Isto é um grande risco; pois pode se transformar em mais um problema ao invés de resolver o primeiro. O casamento é uma vocação, e não um meio de resolver problemas.

            Aos jovens e namorados que sentem o desejo de unir-se em matrimônio, namorar é muito bom e formar família é melhor ainda. Construam um bom e planejado alicerce no seu namoro e saibam que na maioria das vezes, um namoro sólido é sinal de casamento estruturado, abençoado e feliz. Pais, amigos e comunidade incentivem os jovens a viver um namoro sério e santo, para que tenhamos famílias abençoadas conforme a Família de Nazaré.

Que Deus com seu amor infinito abençoe todas as famílias e que a Mãe Santíssima interceda por todos nós!

Pastoral Familiar

Referências:

http://formacao.cancaonova.com/diversos/a-importancia-do-namoro/

http://www.significados.com.br/namoro/

Bíblia Sagrada – Ave Maria

Santo Antônio, o Santo Casamenteiro

Santo Antônio, frade franciscano, nasceu em 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália, local de grandes peregrinações de fiéis. Destacou-se pelos sermões em favor da família e da harmonia entre casais e sua ajuda aos pobres e desempregados. Por isso a Igreja atribuiu a ele o nome de Protetor das Famílias. Apesar de seus sermões não conterem nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda os casais de namorados.

Conta a lenda que uma moça,  cuja família não podia pagar seu dote para se casar, procurou a Igreja de Santo Antonio, em Nápoles. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou de que, outrora, havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio viera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”.

            Existem muitos outros “milagres” atribuídos ao Santo com relação a casamentos. Consequentemente, a crendice popular criou muitas simpatias para apressar o Santo na tarefa casamenteira, chegando mesmo a práticas desrespeitosas para com a sua imagem.

Frei Luiz Turra, da Paróquia de Santo Antônio, em Florianápolis-SC , ensina que por haver muitos fatos extraordinários na vida de Santo Antônio, a Igreja reconhece o poder de Deus através da mediação do santo: “É como se fosse um gesto de confiança de Deus, diante da sensibilidade de Santo Antônio para com as pessoas. Não é o santo que alcança a graça, mas é ele que intercede pelos pedidos do homem, diante do Pai”, afirmou.

Santo Antonio é considerado padroeiro dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos idosos, das grávidas, dos pescadores, agricultores, viajantes e marinheiros; dos cavalos e burros; dos pobres e dos oprimidos; é padroeiro de Portugal, e é invocado para achar-se coisas perdidas, para conceber-se filhos, para evitar naufrágios, e, também,  para conseguir casamento.

 

Fontes : www.curiosidadescatólicas.com.br

              Vida e Milagres de Santo Antonio – Pe. Fernando T. Brito, Ed. Artpres.

Santíssima Trindade, um só Deus em três pessoas

Francelino Silva Junior

             Cremos que Deus é comunhão, e quando Ele nos diz para sermos seus imitadores significa que somos chamados a viver a comunhão que professamos no Credo.

Na relação de amor existente na Santíssima Trindade temos o Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santo Santificador. Entretanto todas as ações próprias de cada uma das pessoas da Santíssima Trindade são realizadas em perfeita comunhão com as outras duas.

A fé em Deus Uno e Trino não é uma invenção da Igreja, mas um mistério revelado pelo Senhor e vivido pelos cristãos desde os primórdios. Ainda que em alguns momentos no início da Igreja tenham surgido algumas controvérsias a respeito deste mistério, a Igreja reiteradamente confirmou essa verdade de fé, fundamentando-se nas Sagradas Escrituras e em Escritos de Inácio de Antioquia, Clemente Romano, Tertuliano, Teófilo de Antioquia, Hipólito e na observância da práxis batismal (veja-se “Didaquê” 7,1; Justino Mártir, “Apologia” 1, 61, 13) e eucarística (veja-se Justino Mártir, Apologia 1, 65.67 Hipólito de Roma, “Tradição Apostólica” 4-13).

Na Sagrada Escritura há várias momentos em que se mostra o mistério da Santíssima Trindade, e um dos mais textos mais explícitos está no Evangelho de São Mateus que nos diz “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

A Igreja sempre auxiliou os cristãos na vivência deste mistério, como na Profissão de Fé do Papa Dâmaso que diz: Deus é único, mas não solitário (Fides Damasi, DS 71). “Pai, Filho, Espírito Santo não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede do Pai e do Filho (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804). E o Catecismo da Igreja no nº 234 nos diz: O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na “hierarquia das verdades da fé”. “Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado”

Embora devamos nos esforçar para compreender este mistério, porque devemos colocar a razão a serviço da fé, como nos recomenda a Carta Encíclica “Fides et Ratio” (Fé e Razão) de São João Paulo II,  não nos é possível compreendermos plenamente a Santíssima Trindade, porque é um mistério divino, e Deus é infinito, ilimitado e a capacidade humana é limitada, porém pelas pistas, sinais e revelações que o Senhor nos faz, mesmo não compreendendo plenamente, devemos procurar imitar a Santíssima Trindade, porque já no início da Sagrada Escritura percebemos Deus comunhão e que nos quer semelhantes a Ele porque diz: Façamos o homem à  nossa imagem e semelhança"(Gn 1,26).

Fontes:

http://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/santissima-trindade/

http://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/santissima-trindade-misterio-de-comunhao/

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/trindade/e_02.htm

http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091998_fides-et-ratio_po.html

Comemoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Prof. Felipe Aquino

 

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi  surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de  Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido  a luz sobrenatural  que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas,  chamada de  “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo  no ostensório por entre  cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram a todo o mundo católico.